Medo de Amar

Não temos medo de amar.

O medo é uma sensação que temos diante de situações perigosas, arriscadas, e que aprendemos que são assim porque já passamos por situações similares antes, porque observamos pessoas passando por situações em que sofreram ou que nos contaram – seja pessoalmente, por vídeos, por textos etc.

Temos medo de que não nos amem quando estivermos amando. Ou de que nos frustremos enquanto estivermos amando. Temos medo de não sermos aceitos, queridos, desejados. Temos medo de gastarmos tempo e esforço em uma relaçao e ela não dar em nada mais adiante. Medo de descobrir que não somos suficiente para alguém (ilusão criada pela crença de que somos responsáveis por fazer o outro feliz). Não necessariamente temos medo de gostar. Porque se tivéssemos garantias (e não existe nenhuma) de que, ao gostarmos ou amarmos, seriamos queridos, aceitos e amados igualmente, com total entrega e sinceridade de sentimentos e que nunca nos frustraríamos com aquele amor, não sentiríamos medo

Se eu fosse um ratinho, eu diria: não tenho medo de comer queijo – tenho medo de me meter na ratoeira atrás do queijo.

Sobre o Autor
Ricardo R. Borges é Psicólogo Clínico Comportamental – com consultório no CEMEB – Centro Médico Bueno – Goiânia, GO.
Especialista em Psicopatologia pela PUC GO

Sugestões de leitura

  1. SIDMAN, Murray (2001). Coerção e suas implicações. Trad. Maria Amália Andery & Tereza Maria Sério. Campinas: Livro Pleno.